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26 de janeiro de 2012

A caminho...

E assim, como quem nao quer a coisa, a vida que me obrigou a desistir,
espalha-me uma grande rasteira, e conquista-me a insistir!
Assim, como quem nao quer a coisa, prometo-me,

sem,

cessar,

a continuar a acreditar que o bem pode vencer o mal.
Milagres não existem, não senhor...
Mas e pessoas, não diz que somos já uns bons 7 biliões?
A minha fé começa em mim.
Termina nos 7.

29 de outubro de 2011

V

Vulgo ver nesse verdete,
vedeta vacilando,
viciada em drogas voláteis,
do verde ao vermelho,
vinculo sempre viscoso.

Vislumbra a vigia da verdade,
sem ver ventania que a derrube,
Pois virão violas, violinos e violoncelos,
para vingar aquela que só será tua,
a virtude da vingança.

28 de outubro de 2011

A falar 'e que a gente se entende

O que são palavras,
senão pedaços do espelho,
que reflecte a tua alma?

O que são palavras,
senão laminas,
de encontro ao teu peito?

O que são palavras,
senão mecanismos,
vivos e transcendentes,
de se sofrer?

O que são palavras,
senão a arma,
sempre escolhida,
para nos assassinar?

22 de outubro de 2011

Viagem

E 'e só depois de bem mais de um ano, que pego, lentamente no computador e escrevo.
E 'e só depois de bem mais de um ano, que concluo, que nunca foram os sítios, nunca foi só uma imagem, ou uma língua, ou um povo, ou um faduncho passado. Sempre foram as pessoas. Essas que dão vida aos lugarejos, que aquecem o teu coração, e te fazem ver o céu e o mar, um infinito azul. Sempre foram as memorias e os desejos. Desses, para esses. Viajantes.


"O povo português e, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo."

Pessoa

E cito Pessoa, alguém português de bom nome. Bem sei, outros povos também assim o hão-de-ser, apenas não tiveram este Pessoa, ou se tiveram, eu ainda não tive a graça de os conhecer. Ainda.
Voltar, com pés e cabeça, com olhar, cheiro e sabor, não foi voltar, foi encontrar de novo a viajante que se perdeu no caminho, e começar, de novo, sempre de novo, um novo caminhar numa nova viagem.


"A viagem não acaba nunca. So os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memoria. (...) E preciso voltar aos passos que foram dados. Para os repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. E preciso recomeçar a viagem. Sempre."

Saramago

Perdoem-me os erros. O computador 'e inglês e não conhece acentos no teclado.

6 de outubro de 2010

Ás vezes

Ás vezes atrofio,

desejando intimamente que o mundo desapareça.

15 de setembro de 2010

Que é da terra que cheirava a doce?

A voz dentro de mim chora.
A voz fora de mim está calada.
A terra já nao cheira a doce,
(nas pontas dos meus pés),
sabe a amargo.

É esta a natureza do dia?
E onde está  a cor da luz?

Se a luz não tem cor,
o tempo voa,
o espaço foge.
E o deserto instala-se.
E nunca mais se vai embora

29 de maio de 2010

Tico & Teco

Perdi o Teco. Ganhei o Tico.

Eternamente. Como se não houvesse amanhã.
E não há. Nem tempo, nem espaço.
O meu amanhã serás sempre tu.

20 de maio de 2010

Quando anoitece é o vazio que se apodera de mim. E dói.
E a leveza fica 600 quilos mais pesada. E dói.

3 de maio de 2010

22 de abril de 2010

Fénix Féliz

Hoje estou feliz.
Estou feliz por ti.
Estou feliz por mim.

Todos os meus poros se abrem,
... em sorrisos.
Sempre sorrisos,
sempre tu.

O "estalo" gigante que só tu me dás.
Não tenho sono, nem fome, nem sede.
quero apenas permanecer no teu olhar,
quero apenas,
sacudir-te, acordar-te,
pôr a vida a fluir em ti,
e sorrir.
e rir até me doerem as bochechas.

13 de abril de 2010

"Quando avanças por um caminho, estás sempre de costas voltadas para outro"

Não tenho coragem.
Não tenho as palavras que te façam perceber
os arrepios que a tua presença grava na minha pele.
Tenho que o dizer em voz alta.
Tenho que to dizer ao ouvido.
Não consigo.
Sonho que vais continuar aqui.
E eu vou continuar aqui.
Neste banco de jardim,
onde o tempo parou.

O tempo pára e nesse "não tempo" que passa,
o que se vai passando consome-me de êxtase.
Pela nossa passagem nas vidas que temos.
Porque é tudo perfeito e tudo faz sentido.
Quando estás aqui.

Que me sejam perdoados,
os crimes que cometo neste instante.
Os do romantismo.
Também os mereço.

19 de março de 2010

Existencialismo

As questões pairam no ar pisado das memórias,
procuro ligações, conexões, confusões.
nada surge no vácuo,
nada se eterniza no preenchimento de uma vida vazia.

19 de fevereiro de 2010

Medida

Fazes-me perder botões,
derrubar estátuas,

debater-me com percursos noctívagos...
perder-me mais um bocadinho,
num laço de alguém,
num infinito de quase-promessas,

num copo,
meio vazio...
meio cheio,
que nunca encontra o sítio certo.

"Aqui e agora, este é o melhor lugar do mundo"

6 de fevereiro de 2010

Vida

A arvorezinha voltou à vida e já tem rebentos novos.
O pimenteiro chinês voltou a cheirar a pimenta.
As verdes folhas suas são magnificas a cada instante!

9 de dezembro de 2009

Confesso que tenho medo de vos perder e não sei o que hei-de fazer!

Consegui respirar de novo. A vida mudou. Vocês sabem disso. A importância das noites e dos chás e de tudo o resto tornou-se relativa ao vosso contentamento. Fogem-me as palavras para dizer aquilo que sinto. Fecho-me em copas à espera de sinais. Tentei durante algum tempo que o vento não nos soprasse em direcções opostas mas a vontade vossa nunca foi o suficiente. O apontar do dedo sempre foi mais forte que o amor que em tempos nos era tudo. E agora não sei falar e não sei estar. Ainda amo, e hei-de amar para sempre porque o vosso valor na minha vida é como que uma indicação do caminho e do exemplo a seguir. E sem ele é muito dificil viver. Na vossa ausência conquistei outros sóis e outras luas mas continuo tão sozinha como antes. Voces não. Lembrem-se de tudo porque já passamos. Eu lembro-me. E quanto mais me lembro mais tudo isto me parece um pesadelo. Estou aqui menz! E preciso de vocês. Espero que precisem de mim também.

25 de novembro de 2009

Folga

Hoje apeteceu me escrever que não me apetece escrever nada que valha apena ler.
Apenas isto.

12 de novembro de 2009

Medo

Na sétima rua do acaso, libertei o dragão aprisionado. Demorava-se já a longa noite. Perdi o sabor desta lágrima. Não sei se ela existiu. Não sei se me senti viva, tão pouco se ouvi a música a dizer-me «dança». Não gsosto desta estranheza na pele. Provoca--me arrepios de desconfiança. Alguèm me pode abanar. O frio tá a começar a fazer-me congelar e o aquecedor está estragado.

15 de outubro de 2009

Para a Nóia?

Hoje sai-me da casca,

nasci pintainha outra vez,

com as peninhas intocadas

de uma qualquer depenadora de frangos

Toda a gente tem cascas, as vezes até de várias camadas. Também é isso que me entristece neste individualismo a que decidimos chamar de sociedade!

Hoje não tenho casca! Hoje sou pintainha livre com as peninhas intocadas!

27 de setembro de 2009

Optimismo?

Descobri porque é que às vezes funciono como se tivesse um martelo em meu poder, e martelo, martelo... Sendo a dor deveras insuportável, continuo, no entanto, a martelar. Mais e mais.

A questão é que quando paro, o alivio e a tranquilidade valem por tudo o resto. Lembra-me a frase do Benjamin Lébert (Crazy - a história de um jovem):

" Se não existissem trevas nunca saberias o que significa a luz"